TURMA DA LOMBADA

Blog criado por ex-alunos de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP (na época da criação, nós éramos...), bibliotecários subversivos (ou nem tanto...), para discussão de biblioteconomia geral (e específica), com muita análise documentária, estudo de interpretações de texto, catalogação, visões de mundo, ideologias e outros bichos(vários outros...!!)


O que é indexação???







A indexação compreende a análise de assunto como uma das etapas mais importantes do trabalho do indexador. A análise de assunto tem como objetivo identificar e selecionar os conceitos que representam a essência de um documento. A identificação de conceitos, realizada durante a leitura documentária, envolve esforço adicional de compreensão de texto e as dificuldades apresentadas possibilitaram a motivação para investigar, por meio de revisão de literatura, a identificação de conceitos a partir da leitura documentária, da tematicidade e das concepções de análise de assunto. Pelas análises obtidas considera-se que as concepções de análise orientadas para o conteúdo e para a demanda são decisivas para o bom desempenho do indexador durante a leitura para a identificação de conceitos na medida em que vincula-se à busca pela tematicidade do texto.

Grande definição pela FUJITA... Vamos sugar tudo que for necessário sobre isto.

Abraços...


Esta é uma experiência para medir o tempo que o Google demora para indexar uma página. Depois de indexado, as informações serão postadas e compartilhado com todos.

Este é um post de teste para medir quanto tempo o Google vai demorar para indexar e exibir este post em sua página de resultados (SERP). O Google indexa com bastante rapidez, mas dizem que o Yahoo! é mais rápido do que ele. Esse é o objetivo do teste: analisar os detalhes que envolvem a indexação e disponibilizar para todos o resultado. Se quiser participar, fique à vontade. Vou testar também o tempo de indexação no Yahoo! e MSN. Depois de coletados os resultados atualizo o post.

Momento que o post foi ao ar: 15h32
Tempo para aparecer no Google Blog: 15h35
Tempo para aparecer no Google: home* - 16h17, post - 21h37**
Tempo para aparecer no Yahoo!: dia 2, 11h25
Tempo para aparecer no Live: …
Observações gerais:
* Apesar do Google indexar o conteúdo da home rapidamente, o recurso cache ainda não exibia o conteúdo novo. Provalmente ele é atualizado por um sistema diferente. Às 16h59, ele pulou do 10º resultado para a segunda posição.

** Este é a data do cache do Google, mas ele não exibiu a página neste horário, apenas no dia 2.

Ao procurar pelo título do post, o Google sugere: “Você quis dizer: Quanto tempo o Google demora para anexar” e o Live em inglês sugere: “Were you looking for Quanto tempo o Google demora para indexer ?”

http://www.marketingdebusca.com.br/tempo-google-demora-indexar/

Recebi, a algum tempo, este texto da minha amiga Melissa. É da Superinteressante, e é superinteressante. Aqui vai o trecho que nos interessa, mas caso queiram ler a matéria completa, a referência é esta:

KENSKI, Rafael. O mundo Google: ele mudou a internet e a nossa vida. Agora quer revolucionar todo o resto. Super Interessante, São Paulo, edição 201, jun. 2004. Disponível em:

<http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_333020.shtml>. Acesso em: 05 mar. 2009.

(mania de bibliotecário!!!)

Tudo em todo lugar
As possibilidades de inovação são tantas que, cedo ou tarde, a guerra dos buscadores vai mudar a internet. Essa possibilidade chamou a atenção de um dos gigantes do mundo da informática: a Microsoft. No ano passado, Bill Gates afirmou que um dos maiores erros que a empresa já cometeu foi não ter dado a devida atenção ao desenvolvimento de buscadores. Significa chumbo grosso na direção do Google.
O primeiro passo da Microsoft, previsto para o final do ano, é montar uma ferramenta de pesquisa de última geração. Além de inaugurar buscadores de notícias e blogs e tentar personalizar os resultados, eles querem responder perguntas feitas na linguagem de todo dia, como "Quem ganhou o jogo?". Outra ambição é responder diretamente algumas questões. "O resultado de uma busca não pode ser sempre uma lista de links", diz Oswaldo Barbosa, diretor-geral no Brasil do MSN, o portal da Microsoft.
Esse é o plano de curto prazo. O passo seguinte é integrar um buscador à próxima versão do Windows, apelidada de Longhorn, prevista para 2006. O seu computador manteria uma lista com textos, e-mails, páginas da internet, anotações de agenda e todo tipo de informação que você tenha acessado. Se fizer uma busca por uma pessoa, os resultados vão ser não só as informações sobre ela na internet como também e-mails e as datas das reuniões entre vocês dois. Enquanto você lê, outra ferramenta trabalharia para sugerir textos e páginas relacionadas ao que você está fazendo. São recursos que só a Microsoft – fabricante da maioria dos softwares usados nos computadores pessoais – pode se dar ao luxo de colocar em prática.
A resposta do Google foi atacar de frente. No final de maio, ele divulgou que está desenvolvendo um programa capaz de fazer buscas dentro dos computadores e, quando pronto, pretende distribuí-lo de graça. Ele se recusa a discutir outros planos, mas, segundo vários analistas, esse também é apenas um primeiro passo. O resto da estratégia é transportar tudo o que você usa para a internet. Se o Google já fornece um espaço gigantesco para guardar seus e-mails na rede, por que não aumentar um pouco a capacidade e levar todo o resto? Você poderia acessar suas informações de qualquer lugar e até processá-las com as ferramentas disponíveis na web. O mesmo arquivo poderia ser visto do seu computador do trabalho, de casa, do celular, da televisão, do palm, do som do carro ou de qualquer outro aparelho. A configuração e o processamento desses serviços ficariam por conta do Google. "É muito inconveniente instalar todos os programas de que você precisa no computador. Para a maioria das pessoas, acessar tudo por um navegador vai ser mais barato e eficiente", diz Ivan Moura Campos. Seria um grande problema para a Microsoft: de uma hora para outra, o Windows perderia grande parte da sua importância.
Tentativas como essa até então esbarraram na baixa velocidade de acesso à internet, mas essa situação já mudou: segundo o Ibope, 4,3 milhões de brasileiros têm serviços de acesso rápido em casa. "Eu sempre imaginei a internet como um sistema operacional grande e descentralizado. O Google me fez perceber que ele pode ser abrigado em uma só empresa", disse Tim O’Reilly, presidente da editora O’Reilly Media, à revista americana Newsweek. A Microsoft não parece muito assustada com a idéia. "O computador pessoal dá mais recursos para o usuário e foi o principal fator de todas as evoluções que vimos até agora. Não imagino como acessar toda a riqueza de conteúdo da internet sem uma máquina poderosa", diz Oswaldo Barbosa, do MSN.
O Google tem uma boa arma nessa batalha: a reunião de mais de 100 mil pequenos processadores que, segundo alguns analistas, pode ser considerado o maior computador do mundo. O tamanho exato da máquina é desconhecido, mas sabe-se que ele foi montado a partir de placas simples, dessas que são encontradas em qualquer loja, e reunidos em uma só máquina muito mais barata e rápida que outros supercomputadores. Para construí-la, foi preciso desenvolver dezenas de tecnologias sofisticadas que poderiam, cada uma, ser o único produto de uma nova empresa. Para garantir a estabilidade, o sistema já prevê que parte da máquina irá falhar a qualquer momento – algumas placas chegam a ser presas com velcro em vez de parafusos para facilitar a remoção. O poder de uma máquina dessas permite que eles coloquem em prática novos serviços e sonhem em mudar a internet em uma escala que ninguém havia tentado.
A disputa entre Google, Yahoo!, Microsoft e o resto da internet não vai acabar tão cedo. "Não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona. Teremos vários benefícios no meio do caminho, mas não esperamos resolver todos os problemas de uma só vez", diz Oswaldo. Já Silverstein, o chefe de tecnologia do Google, declarou à imprensa que o objetivo final é fazer uma versão eletrônica de um bibliotecário – alguém que o conheça, entenda suas perguntas, traga respostas confiáveis, saiba que línguas você fala, forneça a quantidade ideal de resultados e sugira novas abordagens para o problema. O tempo necessário para chegar até uma tecnologia perfeita como essa, segundo Silverstein, é 300 anos. Como será nossa vida quando ela existir? Nem a melhor das ferramentas de busca de hoje consegue nos dar essa resposta.


OSTAGEM 23/05

Uma coisa que aprendi e, acredito que todos tenhamos que aprender é sobre a neutralidade do bibliotecário. Como estudante de biblioteconomia, que adora catalogação e começa agora a admirar a indexação; percebo uma coisa que há muito tempo aprendi estudando para as provas de Representação Descritiva (Catalogação, como todos conhecem, que é quando representamos fisicamente e/ou descrevemos o documento) foi que no momento em que o bibliotecário executa o seu trabalho ele não pode ter preconceitos, preferências, religião,... ele não deve levar para o seu trabalho suas opiniões, etc.

Sabe, um grande exemplo me vem agora: a grande papisa da Descritiva (como diria prof. Concilia: Salve, Salve!!!) Eliane Serrão Mey nos diz que ao catalogarmos uma obra espírita damos entrada principal para o ESPÍRITO, pois que as pessoas que professam essa religião acreditam nisso. É interessante, pois ela somente reproduz a regra do AACR2 (o Código de Catalogação Anglo-Americano) porém a reproduz categoricamente falando que: “bibliotecários não entram em questões de religião”, ou seja, existe uma regra - basta apenas seguí-la. Na Análise documentária não é assim; Lancaster, que fala em Análise Documentária e Indexação, diz que o bibliotecário é neutro sim, acontece que as diferentes interpretações de conteúdo ocorrem pois que, a indexação é feita com vistas ao usuário ou a instituições específicas. Ora, não existe neutralidade e, embora existam regras e técnicas para o procedimento, não existe isenção de opiniões quando uma coisa é feita com a intenção de recuperar ou refletir um pensamento predominante, seja individual, coletivo ou institucional. Pensar que o bibliotecário é neutro é creditá-lo a mero tecnicista, pois nós acreditamos que ele ponha muito de si nas leituras que faz e nas indexações que produz delas.

Eu indexo para quem?? Para usuários ou comunidades específicas?? Ok, mas isso é real, ou seja eu indexo para o que eles querem ou para o que “EU ACHO” que eles querem??? Ao fazer esta pergunta, e discutindo com meu chefe sobre isso, ele lembrou dos juízes da corte britânica que ao entrar no tribunal portavam perucas como forma de despersonalizá-los, mostrar que ali eles são diferentes, são neutros (ô, palavrinha, hein???). É assim que os bibliotecários deviam ser, deviam colocar suas perucas ao trabalhar em função da informação, em função das pessoas; é preciso refletir como nosso trabalho é feito, o que está por trás dele: ele reflete o momento em que vivemos?? Traz ideologias ou pré-conceitos estabelecidos??? UFA!!! Esta é pra pensar...



Como já foi dito anteriormente, não há como definir o que é certo ou errado para representar o conteúdo de um documento.

Pessoas com a mesma formação e experiências interpretam o mundo de forma diferente, imagine então, quanta divergência pode aparecer quando analisam a informação contida num documento.

Até que ponto a escolha da Linguagem Documentária que melhor se aproxima das necessidades do usuário facilita a indexação, e ainda, defender seu ponto de vista é melhor do que se manter neutro? Manter a neutralidade pode ser perigoso, assim como querer atender a necessidade de todos pode ser inviável. A escolha vai depender do contexto no qual estamos inseridos...

Após definir a Linguagem Documentária que melhor atende às necessidades da Unidade de Informação que o bibliotecário está inserido, começa o processo de indexação dos documentos.

Indexar é “escolher” o termo que melhor representa o conteúdo do documento, mas assim como já foi dito com relação às Linguagens Documentárias, como ter certeza que o documento está bem representado para sua recuperação?

Como atender às expectativas de pessoas que pensam diferente do bibliotecário que escolheu os termos para a representação do documento?

A leitura que é feita pelo bibliotecário é isenta de interferência de seus conceitos, da sua visão de mundo, da política da instituição da qual fazem parte?

O que é politicamente correto? Existe algo politicamente correto? Por que existem assuntos que não são citados em bases de dados ou porque assuntos “polêmicos” geram divergências e às vezes não são nem usados mesmo existindo nestas bases de dados?

Não existe certo ou errado na indexação, mas é importante que nós pensemos nestas questões para chegarmos mais próximos de um consenso, se é que isto é possível...