
Esta é uma experiência para medir o tempo que o Google demora para indexar uma página. Depois de indexado, as informações serão postadas e compartilhado com todos.
Este é um post de teste para medir quanto tempo o Google vai demorar para indexar e exibir este post em sua página de resultados (SERP). O Google indexa com bastante rapidez, mas dizem que o Yahoo! é mais rápido do que ele. Esse é o objetivo do teste: analisar os detalhes que envolvem a indexação e disponibilizar para todos o resultado. Se quiser participar, fique à vontade. Vou testar também o tempo de indexação no Yahoo! e MSN. Depois de coletados os resultados atualizo o post.
Momento que o post foi ao ar: 15h32
Tempo para aparecer no Google Blog: 15h35
Tempo para aparecer no Google: home* - 16h17, post - 21h37**
Tempo para aparecer no Yahoo!: dia 2, 11h25
Tempo para aparecer no Live: …
Observações gerais:
* Apesar do Google indexar o conteúdo da home rapidamente, o recurso cache ainda não exibia o conteúdo novo. Provalmente ele é atualizado por um sistema diferente. Às 16h59, ele pulou do 10º resultado para a segunda posição.
** Este é a data do cache do Google, mas ele não exibiu a página neste horário, apenas no dia 2.
Ao procurar pelo título do post, o Google sugere: “Você quis dizer: Quanto tempo o Google demora para anexar” e o Live em inglês sugere: “Were you looking for Quanto tempo o Google demora para indexer ?”
http://www.marketingdebusca.com.br/tempo-google-demora-indexar/
Recebi, a algum tempo, este texto da minha amiga Melissa. É da Superinteressante, e é superinteressante. Aqui vai o trecho que nos interessa, mas caso queiram ler a matéria completa, a referência é esta:
KENSKI, Rafael. O mundo Google: ele mudou a internet e a nossa vida. Agora quer revolucionar todo o resto. Super Interessante, São Paulo, edição 201, jun. 2004. Disponível em:
<http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_333020.shtml>. Acesso em: 05 mar. 2009.
Tudo em todo lugar
As possibilidades de inovação são tantas que, cedo ou tarde, a guerra dos buscadores vai mudar a internet. Essa possibilidade chamou a atenção de um dos gigantes do mundo da informática: a Microsoft. No ano passado, Bill Gates afirmou que um dos maiores erros que a empresa já cometeu foi não ter dado a devida atenção ao desenvolvimento de buscadores. Significa chumbo grosso na direção do Google.
O primeiro passo da Microsoft, previsto para o final do ano, é montar uma ferramenta de pesquisa de última geração. Além de inaugurar buscadores de notícias e blogs e tentar personalizar os resultados, eles querem responder perguntas feitas na linguagem de todo dia, como "Quem ganhou o jogo?". Outra ambição é responder diretamente algumas questões. "O resultado de uma busca não pode ser sempre uma lista de links", diz Oswaldo Barbosa, diretor-geral no Brasil do MSN, o portal da Microsoft.
Esse é o plano de curto prazo. O passo seguinte é integrar um buscador à próxima versão do Windows, apelidada de Longhorn, prevista para 2006. O seu computador manteria uma lista com textos, e-mails, páginas da internet, anotações de agenda e todo tipo de informação que você tenha acessado. Se fizer uma busca por uma pessoa, os resultados vão ser não só as informações sobre ela na internet como também e-mails e as datas das reuniões entre vocês dois. Enquanto você lê, outra ferramenta trabalharia para sugerir textos e páginas relacionadas ao que você está fazendo. São recursos que só a Microsoft – fabricante da maioria dos softwares usados nos computadores pessoais – pode se dar ao luxo de colocar em prática.
A resposta do Google foi atacar de frente. No final de maio, ele divulgou que está desenvolvendo um programa capaz de fazer buscas dentro dos computadores e, quando pronto, pretende distribuí-lo de graça. Ele se recusa a discutir outros planos, mas, segundo vários analistas, esse também é apenas um primeiro passo. O resto da estratégia é transportar tudo o que você usa para a internet. Se o Google já fornece um espaço gigantesco para guardar seus e-mails na rede, por que não aumentar um pouco a capacidade e levar todo o resto? Você poderia acessar suas informações de qualquer lugar e até processá-las com as ferramentas disponíveis na web. O mesmo arquivo poderia ser visto do seu computador do trabalho, de casa, do celular, da televisão, do palm, do som do carro ou de qualquer outro aparelho. A configuração e o processamento desses serviços ficariam por conta do Google. "É muito inconveniente instalar todos os programas de que você precisa no computador. Para a maioria das pessoas, acessar tudo por um navegador vai ser mais barato e eficiente", diz Ivan Moura Campos. Seria um grande problema para a Microsoft: de uma hora para outra, o Windows perderia grande parte da sua importância.
Tentativas como essa até então esbarraram na baixa velocidade de acesso à internet, mas essa situação já mudou: segundo o Ibope, 4,3 milhões de brasileiros têm serviços de acesso rápido em casa. "Eu sempre imaginei a internet como um sistema operacional grande e descentralizado. O Google me fez perceber que ele pode ser abrigado em uma só empresa", disse Tim O’Reilly, presidente da editora O’Reilly Media, à revista americana Newsweek. A Microsoft não parece muito assustada com a idéia. "O computador pessoal dá mais recursos para o usuário e foi o principal fator de todas as evoluções que vimos até agora. Não imagino como acessar toda a riqueza de conteúdo da internet sem uma máquina poderosa", diz Oswaldo Barbosa, do MSN.
O Google tem uma boa arma nessa batalha: a reunião de mais de 100 mil pequenos processadores que, segundo alguns analistas, pode ser considerado o maior computador do mundo. O tamanho exato da máquina é desconhecido, mas sabe-se que ele foi montado a partir de placas simples, dessas que são encontradas em qualquer loja, e reunidos em uma só máquina muito mais barata e rápida que outros supercomputadores. Para construí-la, foi preciso desenvolver dezenas de tecnologias sofisticadas que poderiam, cada uma, ser o único produto de uma nova empresa. Para garantir a estabilidade, o sistema já prevê que parte da máquina irá falhar a qualquer momento – algumas placas chegam a ser presas com velcro em vez de parafusos para facilitar a remoção. O poder de uma máquina dessas permite que eles coloquem em prática novos serviços e sonhem em mudar a internet em uma escala que ninguém havia tentado.
A disputa entre Google, Yahoo!, Microsoft e o resto da internet não vai acabar tão cedo. "Não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona. Teremos vários benefícios no meio do caminho, mas não esperamos resolver todos os problemas de uma só vez", diz Oswaldo. Já Silverstein, o chefe de tecnologia do Google, declarou à imprensa que o objetivo final é fazer uma versão eletrônica de um bibliotecário – alguém que o conheça, entenda suas perguntas, traga respostas confiáveis, saiba que línguas você fala, forneça a quantidade ideal de resultados e sugira novas abordagens para o problema. O tempo necessário para chegar até uma tecnologia perfeita como essa, segundo Silverstein, é 300 anos. Como será nossa vida quando ela existir? Nem a melhor das ferramentas de busca de hoje consegue nos dar essa resposta.
Uma coisa que aprendi e, acredito que todos tenhamos que aprender é sobre a neutralidade do bibliotecário. Como estudante de biblioteconomia, que adora catalogação e começa agora a admirar a indexação; percebo uma coisa que há muito tempo aprendi estudando para as provas de Representação Descritiva (Catalogação, como todos conhecem, que é quando representamos fisicamente e/ou descrevemos o documento) foi que no momento em que o bibliotecário executa o seu trabalho ele não pode ter preconceitos, preferências, religião,... ele não deve levar para o seu trabalho suas opiniões, etc.
Sabe, um grande exemplo me vem agora: a grande papisa da Descritiva (como diria prof. Concilia: Salve, Salve!!!) Eliane Serrão Mey nos diz que ao catalogarmos uma obra espírita damos entrada principal para o ESPÍRITO, pois que as pessoas que professam essa religião acreditam nisso. É interessante, pois ela somente reproduz a regra do AACR2 (o Código de Catalogação Anglo-Americano) porém a reproduz categoricamente falando que: “bibliotecários não entram em questões de religião”, ou seja, existe uma regra - basta apenas seguí-la. Na Análise documentária não é assim; Lancaster, que fala em Análise Documentária e Indexação, diz que o bibliotecário é neutro sim, acontece que as diferentes interpretações de conteúdo ocorrem pois que, a indexação é feita com vistas ao usuário ou a instituições específicas. Ora, não existe neutralidade e, embora existam regras e técnicas para o procedimento, não existe isenção de opiniões quando uma coisa é feita com a intenção de recuperar ou refletir um pensamento predominante, seja individual, coletivo ou institucional. Pensar que o bibliotecário é neutro é creditá-lo a mero tecnicista, pois nós acreditamos que ele ponha muito de si nas leituras que faz e nas indexações que produz delas.
Eu indexo para quem?? Para usuários ou comunidades específicas?? Ok, mas isso é real, ou seja eu indexo para o que eles querem ou para o que “EU ACHO” que eles querem??? Ao fazer esta pergunta, e discutindo com meu chefe sobre isso, ele lembrou dos juízes da corte britânica que ao entrar no tribunal portavam perucas como forma de despersonalizá-los, mostrar que ali eles são diferentes, são neutros (ô, palavrinha, hein???). É assim que os bibliotecários deviam ser, deviam colocar suas perucas ao trabalhar em função da informação, em função das pessoas; é preciso refletir como nosso trabalho é feito, o que está por trás dele: ele reflete o momento em que vivemos?? Traz ideologias ou pré-conceitos estabelecidos??? UFA!!! Esta é pra pensar...
Como já foi dito anteriormente, não há como definir o que é certo ou errado para representar o conteúdo de um documento.
Pessoas com a mesma formação e experiências interpretam o mundo de forma diferente, imagine então, quanta divergência pode aparecer quando analisam a informação contida num documento.
Até que ponto a escolha da Linguagem Documentária que melhor se aproxima das necessidades do usuário facilita a indexação, e ainda, defender seu ponto de vista é melhor do que se manter neutro? Manter a neutralidade pode ser perigoso, assim como querer atender a necessidade de todos pode ser inviável. A escolha vai depender do contexto no qual estamos inseridos...
Após definir a Linguagem Documentária que melhor atende às necessidades da Unidade de Informação que o bibliotecário está inserido, começa o processo de indexação dos documentos.
Indexar é “escolher” o termo que melhor representa o conteúdo do documento, mas assim como já foi dito com relação às Linguagens Documentárias, como ter certeza que o documento está bem representado para sua recuperação?
Como atender às expectativas de pessoas que pensam diferente do bibliotecário que escolheu os termos para a representação do documento?
A leitura que é feita pelo bibliotecário é isenta de interferência de seus conceitos, da sua visão de mundo, da política da instituição da qual fazem parte?
O que é politicamente correto? Existe algo politicamente correto? Por que existem assuntos que não são citados em bases de dados ou porque assuntos “polêmicos” geram divergências e às vezes não são nem usados mesmo existindo nestas bases de dados?
Não existe certo ou errado na indexação, mas é importante que nós pensemos nestas questões para chegarmos mais próximos de um consenso, se é que isto é possível...

